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Todas
as semanas, seresteiros e poetas de todo o Brasil se encontram em
Conservatória, pequeno distrito de Valença, localizado
em um dos muitos vales, da região serrana à margem esquerda
do médio Paraíba do Sul. Pequenina e graciosa, resumindo-se praticamente em duas ruas principais, Conservatória é palco de emocionantes momentos de nostalgia e romance, todas as sextas e sábados, às onze horas da noite, quando os membros do Museu da Seresta, criado pelo saudoso José Borges, seu irmão Joubert de Freitas e um grupo de amigos, saem pelas ruas, cantando modinhas, cançoes de amor e recitando poesias, sempre acompanhados por uma verdadeira procissão de turistas, formando um inesquecível coral de apaixonados e saudosos. Pelos pequenos bares e restaurantes da cidade, as esticadas vão até alta madrugada, ouvindo os cantores e músicos da terra ou, vez por outra a canja de um turista mais afoito, entusiasmado para também mostrar seus dotes de seresteiro. Originais artistas plásticos, poetas e artesãos têm endereço em diversos pontos de Conservatória. Os roteiros se completam com passeios ao Túnel que Chora, à Ponte dos Arcos, à Serra da Beleza e à Cachoeira da Índia. |

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Passagem obrigatória para quem se destina a Conservatória, o distrito de Ipiabas, pertencente a Barra do Piraí, é a fronteira para se chegar à terra da serenata, distante apenas alguns minutos. Localizada no alto da serra da Minhocas, com altitudes entre 740 e mil metros Ipiabas é um lugar de clima privilegiado, seco e ameno, mesmo nas estações mais quentes. No inverno, se assemelha a algumas regiões rurais de países da Europa, especialmente França e Itália.
Desenhada pelas caprichosas encostas dos morros, pintados pela natureza com os mais variados matizes de verde, Ipiabas também oferece desafiadoras formações rochosas, atraindo grupos praticantes de esportes radicais, especiamente o rapel e o alpinismo. |

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Moacir "Moa" Sacramento |
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Poeta, trovador, compositor, Moa criou a primeira loja de poesia de que se tem notícia no mundo. É verdade: uma loja de poesia! É a Casa do Poeta, em Conservatória, onde além das poesias e trovas de Moa, você pode admirar e adquirir reproduções de aquarelas |
| pintadas por sua mulher, Marinete Sacramento, em sua maioria retratando aspectos de Conservatória. | |
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Mário Luiz Silva |
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Hoje,
mesmo depois de alcançar fama internacional, o santeiro Mário
Luiz Silva continua simples e humilde, trabalhando em seu acanhado atelier,
na Casa D'Arte, em Conservatória.
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Sua arte, original e de singular expressividade já foi apresentada
em Milão, na Itália, durante exposição internacional,
visitada por mais de 10 mil pessoas. Mário dedica-se à
reprodução de santos barrocos, moldados em papel e preservando
o vigor e expressão dos santos em madeira, dos Séculos
XVIII e XIX.
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Maria Alvarina |
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Para conhecer a história visual de Conservatória, basta visitar o museu "Conservatória na Arte do Fogo", criado e mantido pela artista plástica e ceramista, Maria Alvarina. Ela registrou em telas de cerâmica, todos os aspectos da cidade, mesmo antes de ser extinto o ramal da Rede Mineira de Viação. |
| Seus quadros mostram ruas, jardins, casario e, principalmente, a presença viva do trenzinho que deixou saudade. Os quadros, depois de prontos, são vitrificados no fogo e, assim, eternizados. | |
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Joubert de Freitas |
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Nascido
em 1921 no distrito vizinho de Santa Isabel do Rio Preto, Joubert e
seu irmão José Borges (falecido em 2002), foram morar
com a família em Conservatória, a partir de 1938.
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Na cidade já existia, mesmo de modo incipientes, um movimento
musical que atraiu os dois jovens. Ele e o irmão, a partir de
1950, passaram a se dedicar à serenata, juntamente com os amigos
do lugar. Joubert, professor aposentado, é pessoa doce e serena.
Muito simples, todas as sextas e sábados, reúne em torno
dele os membros do Museu da Serenata, hoje, num saudoso preito de amor
ao irmão Zé Borges.
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Magid Breves Muniz |
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Quem
passa pela RJ-137, indo para Ipiabas e Conservatória, ao atravessar o baixadão do km 23, tem sua atenção despertada para o grande casarão à direita. |
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Todo branco e com muitas janelas, é a sede da Fazenda São
João da Prosperidade, construída nas duas primeiras décadas
do Século XIX. A fazenda pertenceu ao Capitão Mata Gente, Antonio Gonçalves de Moura, fundador do povoado de São Benedito, que deu origem a Barra do Piraí. Não se pode deixar de conhecer a fazenda e sua história, narrada por sua proprietária e responsável pela restauração do prédio e do mobiliário, dona Magid Breves Muniz. |
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Leonel Mattos |
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Quem
quiser viver momentos de forte emoção, liberando altas
doses de adrenalina, pode procurar o Leonel, em Ipiabas. Ele se dedica
ao turismo de aventura, ao turismo ecológico e algumas modalidades
de esportes radicais.
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| Contando com uma frota de jeeps, Leonel organiza passeios, trilhas e competições off road. Vale a pena consultá-lo para montar um roteiro de aventura ou de esporte radical. | |
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Ricardo Augusto |
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Artista
plástico, designer e artesão, Ricardo Augusto Moura Gomes
é um profissional criativo e surpreendente. Usando um pedaço
do quintal de casa, em Ipiabas, fez uma encantadora loja para vender suas criações. |
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A experiência deu tão certo que em pouco tempo dobrou o tamanho
da loja e, hoje, já fez novos acréscimos. "Muito Além do Jardim"é o sugestivo nome da loja de Ricardo. O antigo quintal virou um lindo jardim, todo gramado, ponteado de plantas ornamentais e canteiros floridos. A loja lembra muito uma casa de bonecas, como num conto de fadas. Ricardo Augusto é mestre em dar vida aos sonhos. |
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Paulo Lavinas |
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Em
Ipiabas, Paulo Lavinas é o grande incentivador do hipismo como
modalidade de turismo rural. Vencedor de competições nacionais
e regionais em várias modalidades,
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criou o Haras Firenotes, onde apresenta números de grande perícia
com seus cavalos amestrados. Reunindo grupos de todas as idades e até
mesmo crianças, organiza cavalgadas ecológicas, percorrendo
as muiitas trilhas da região. Paulo Lavinas também oferece
aos turistas aulas de equitação nas modalidades de hipismo
clássico ou rural.
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